Gabriel Leone – foto divulgação
Gabriel Leone — que já deu vida a diversos personagens na TV, no cinema e no teatro, entre eles músicos e artistas, como em "Velho Chico", "Senna" e "O Agente Secreto" – mostra, pela primeira vez no RJ e no palco do Manouche, no dia 28 de abril, terça, o repertório de seu disco de estreia "Minhas Lágrimas", álbum no qual revisita com densidade dramática canções pouco conhecidas de gigantes da MPB como João Bosco, Djavan, Ivan Lins, Guilherme Arantes, Guinga e Caetano Veloso.
Gravado com uma banda enxuta e construído a partir da interação entre os músicos em estúdio, o álbum reúne dez faixas do "lado B" da MPB. "Eu sou colecionador de vinil e pesquisador e amo música nesse lugar, mas também profissionalmente assim. Acho que, ao longo desse tempo todo, eu sempre tive vontade, em algum momento, de fazer um projeto meu. Essa ideia foi amadurecendo, foi fomentando e, enfim, chegou a hora", disse Leone em uma entrevista à CNN.
A música sempre fez parte de sua vida, inclusive profissionalmente. Foi a partir de papéis no cinema e no teatro que Leone passou a fazer aulas de canto. Participou de vários projetos audiovisuais, cantou em abertura de série, fez personagens que cantavam, interpretou Roberto Carlos em "Minha Fama de Mau", apresentou documentário sobre Milton Nascimento e cantou com ele, até ser convidado para fazer um single com o Boca Livre.
O álbum conta com dez faixas, incluindo participações de Ney Matogrosso e Juliana Linhares, com produção de Tó Brandileone e direção artística de Marcus Preto.
Esse projeto parte da premissa: o arrepio como princípio. Ao lado do produtor Marcus Preto, Gabriel selecionou canções que trafegam sob as camadas mais fundas da pele: "No momento em que cada uma dessas músicas bateu em mim, elas me emocionaram, me arrepiaram. Por isso, eu queria ficar arrepiado ouvindo as nossas leituras delas".
A origem de "Minhas lágrimas" remonta a 2018, durante as filmagens de "Meu álbum de amores", longa dirigido por Rafael Gomes. Ali, Gabriel interpretava um cantor brega fictício dos anos 1970, vivendo canções inéditas compostas por Odair José e Arnaldo Antunes, com produção musical de Marcus Preto e Pupillo. Foi nesse contexto que surgiu a pergunta que disparou o processo do álbum. "Na segunda vez que a gente se encontrou pessoalmente, eu provoquei: 'E o seu disco de cantor, quando você vai fazer?'", conta Preto.
A virada veio quando Gabriel aceitou fazer um disco como intérprete, com um repertório inspirado numa playlist que tinha com cerca de 40 canções acumuladas ao longo dos anos. "Não era uma seleção pensada como álbum. Era mais algo tipo: 'se um dia eu fosse fazer um show, eu gostaria de cantar essas músicas'", conta ele. Aí entra em ação a curadoria feita a quatro mãos pelo cantor e pelo produtor. E, além de não serem canções muito conhecidas, todas precisavam compartilhar um campo emocional comum, um amor algo derramado.
Fazem parte do repertório menos conhecido de autores consagrados. "Um dos nossos critérios foi que nenhuma música poderia ser muito conhecida", explica Preto. "Na pior das hipóteses um lado B, mas preferencialmente um lado Z".
Estarão no repertório pérolas pouco revisitadas como "Cara limpa" (Paulo Vanzolini, 1974), "Antes da chuva chegar" (Guilherme Arantes, 1976), "Nós dois" (Celso Adolfo, 1983), "Segredo" (Djavan, 1986) e "Assim sem mais" (João Bosco, Antonio Cícero e Waly Salomão, 1991) e "Minhas lágrimas", de Caetano Veloso, que dá título ao disco.
No setlist, o público poderá ouvir pérolas pouco revisitadas, como "Cara limpa" (Paulo Vanzolini, 1974), "Antes da chuva chegar" (Guilherme Arantes, 1976), "Nós dois" (Celso Adolfo, 1983), "Segredo" (Djavan, 1986) e "Assim sem mais" (João Bosco, Antonio Cícero e Waly Salomão, 1991).
Gabriel Leone estará acompanhado por Fabio Sá, baixo, Agenor de Lorenzi, teclado, Vitor Cabral, bateria e Conrado Goy, violão/guitarra.
Serviço:
Show: Gabriel Leone lança seu primeiro álbum "Minhas Lágrimas'
Local: Manouche: (Rua Jardim Botânico, 983, - subsolo da Casa Camolese/Jd. Botânico)
Data e horário: 28 de abril, terça, às 20h
Preço: R$ 90,00 sentado (ingresso solidário - levando um quilo de alimento não perecível ou livro – estudante, meia entrada e idoso que será doado para o Retiro dos Artistas) l R$ 180,00 (inteira)
Capacidade: 100 pessoas (público em pé)
Vendas: https://linktr.ee/clubemanouche

